E assim passa um dia maravilhoso em Paris. O espírito domingueiro nunca foi tão bem aproveitado. As pessoas andam em passos lentos à borda do rio Sena, seguindo os raios de luz que o sol lhes dá, e observam a sua reflecção nos movimentos brandos da água.
Os prédios parecem mais limpos, o que faz esta cidade realmente “áurea”, como aparece nos livros de história. Considerando a carga de chatices com que tive que lidar esta semana, sinto-me calma e relaxada. E agradeço por poder desfrutar esta tarde em paz.
Esta cidade muda de cara quando há luz. Só assim dá para apreciar a beleza das suas constucções, e o espírito romântico de que tanto se fala.
Não me arrependi disto. Agora começo a perceber que a vida vai ser sempre assim, cheia de chatices. Mas se nos concentrarmos somente nesses aspectos, seremos criaturas no expoente da infelicidade e do desespero.
Dias como este curam meses, dias e horas de frustração, e tornam os icebergues num mar azul, fresco com sabor a sal… e ondas vespertinas.
Começou o novo ciclo. Agora é adaptação.